A dança dos alimentos não faz sentido
bem como a fome do oprimido
a alegria do reprimido
a todos que o obrigam
a ser feliz.
A força já não tem saída
coragem já se faz perdida
ou mesmo a segurança
seguindo na andança
De fugir para outro lugar,
melhor que este.
Todo sentimento foge da luta
toda respiração segue ofegante
nem mesmo a angústia ou a dor
se mostram presente.
E o doutor já declara
esse não tem mais saída.
Ou vida.
Wednesday, December 23, 2009
Tuesday, December 22, 2009
Mata-me por favor...
Mata-me
Com teu doce veneno
Que escorre dos lábios
Disfarçados de
Tempero...
E entra por dentro das veias...
Por dentro da minha circulaçao nervosa
E faz-me estremecer de dor,
prazer...
Com teu doce veneno
Que escorre dos lábios
Disfarçados de
Tempero...
E entra por dentro das veias...
Por dentro da minha circulaçao nervosa
E faz-me estremecer de dor,
prazer...
Monday, December 21, 2009
e o medo?
E esse medo?
de onde vem ele, de onde surgiu?
pra quê temer agora o que passou?
Ah é, pois passou e aconteceu
o que se devia temer.
Não se deve mexer na ferida
Não se deve ouvir a partida
Não se deve chorar após a morte
Não se deve temer nada além da vida
É proibido ter medo.
de onde vem ele, de onde surgiu?
pra quê temer agora o que passou?
Ah é, pois passou e aconteceu
o que se devia temer.
Não se deve mexer na ferida
Não se deve ouvir a partida
Não se deve chorar após a morte
Não se deve temer nada além da vida
É proibido ter medo.
Labuta
A virtude, ansiamos que escorra com o sal no corpo;
Seria a labuta, orgulho, nos braços daqueles que se suicidam oito horas por dia?
O esforço nos leva cegamente ao cemitério,
Mas continuamos caminhando.
Nos tornamos máquinas e a repetição se torna inevitável,
Sobreviver, ansiar, almejar, ter, acumular e orgulhar, nesta ordem.
Cravado, cada passo, na lápide.
"Nessa vida, tu só leva a vida que tu leva"
Seria a labuta, orgulho, nos braços daqueles que se suicidam oito horas por dia?
O esforço nos leva cegamente ao cemitério,
Mas continuamos caminhando.
Nos tornamos máquinas e a repetição se torna inevitável,
Sobreviver, ansiar, almejar, ter, acumular e orgulhar, nesta ordem.
Cravado, cada passo, na lápide.
"Nessa vida, tu só leva a vida que tu leva"
Monday, December 14, 2009
O fim de uma guerra
Durante todo o ano, estudamos, nos esforçamos, e as preocupações eram de origem social e escolar. Muitas pessoas demonstravam a ânsia pelo final vitálicio do 2º Grau, me incluia nesse grupo, não muito restrito; mas, hoje, considero os otimistas pelo fim, imensos hipócritas!
Do sábado até o domingo, ao decorrer da festa de formatura, aquilo tudo não parecia uma despedida, pessoas sumiam sem deixar rastros... Em certo ponto, quando a maioria das pessoas por quem tenho consideração haviam ido pra algum lugar além dali, parei em meio a pista de dança, cercado pelo barulho dos bumbos, tambores e outros instrumentos de percussão... tudo parou e ficou louco: eu estava em alguma guerra na primeira metade do século XX, todos os soldados haviam ido, as trincheiras estavam vazias, somente o barulho das armas inimigas ecoavam tentando mudar a realidade... Sem sangue, apenas nós nas gargantas!
E me permito agora voltar para aquela realidade, e: EU VOS SAÚDO! MORRERIA POR VOCÊS NAS TRINCHEIRAS, SEUS BASTARDOS!(risos melancólicos)
O COTIL foi muito mais do que eu esperava, mas não seria nada sem as pessoas únicas com quem convivi! Eu precisava fazer um conclusão utópica para manter meu rosto enxuto enquanto morro de melancolia! hahaha
Bem, eternamente grato sou!
Aqui meu 'adieu', mais realista do que o costume!
Até uma próxima!
(Cotil - 07~09)
Do sábado até o domingo, ao decorrer da festa de formatura, aquilo tudo não parecia uma despedida, pessoas sumiam sem deixar rastros... Em certo ponto, quando a maioria das pessoas por quem tenho consideração haviam ido pra algum lugar além dali, parei em meio a pista de dança, cercado pelo barulho dos bumbos, tambores e outros instrumentos de percussão... tudo parou e ficou louco: eu estava em alguma guerra na primeira metade do século XX, todos os soldados haviam ido, as trincheiras estavam vazias, somente o barulho das armas inimigas ecoavam tentando mudar a realidade... Sem sangue, apenas nós nas gargantas!
E me permito agora voltar para aquela realidade, e: EU VOS SAÚDO! MORRERIA POR VOCÊS NAS TRINCHEIRAS, SEUS BASTARDOS!(risos melancólicos)
O COTIL foi muito mais do que eu esperava, mas não seria nada sem as pessoas únicas com quem convivi! Eu precisava fazer um conclusão utópica para manter meu rosto enxuto enquanto morro de melancolia! hahaha
Bem, eternamente grato sou!
Aqui meu 'adieu', mais realista do que o costume!
Até uma próxima!
(Cotil - 07~09)
Thursday, December 10, 2009
O que são as flores
As flores são sonhos.
Sonhos que nunca florescem realmente.
As flores... São sonhos.
Só as flores falsas não murcham.
Os sonhos.. São flores.
Sonhos que nunca florescem realmente.
As flores... São sonhos.
Só as flores falsas não murcham.
Os sonhos.. São flores.
Tuesday, December 08, 2009
A falta da poesia...
Queira me desculpar, meu caro senhor
Por expor sentimentos próprios em cada poema
E que é tão difícil fazê-lo valer a pena
Sem sentimentos meus poemas não têm valor
Não há complicações, somente suspiros de amor.
Sei que você pensa "Que poeta meloso!"
De vocabulário escasso, rimas previsíveis
E eu que já pensei em todas as formas possíveis
Para mudar esse homicídio doloso
Que faço de meus poemas, sentindo-me honroso.
Ou ao menos sentia, antes de ler tudo denovo
Não me parece poético, muito menos tocante
Que me faça crescer, querer ir avante
Não sou poeta, diga isso ao meu povo
Que diz venerar, "Seu poema eu louvo".
Posso considerar-me enfim satisfeito
Depois de tanto falar de meus sentimentos
Tantos poemas com inúmeros lamentos
Agora, sem tais clichês, um poema ter feito
É motivo de alegria, de contentamento
Virei poeta finalmente?Seria perfeito...
Por expor sentimentos próprios em cada poema
E que é tão difícil fazê-lo valer a pena
Sem sentimentos meus poemas não têm valor
Não há complicações, somente suspiros de amor.
Sei que você pensa "Que poeta meloso!"
De vocabulário escasso, rimas previsíveis
E eu que já pensei em todas as formas possíveis
Para mudar esse homicídio doloso
Que faço de meus poemas, sentindo-me honroso.
Ou ao menos sentia, antes de ler tudo denovo
Não me parece poético, muito menos tocante
Que me faça crescer, querer ir avante
Não sou poeta, diga isso ao meu povo
Que diz venerar, "Seu poema eu louvo".
Posso considerar-me enfim satisfeito
Depois de tanto falar de meus sentimentos
Tantos poemas com inúmeros lamentos
Agora, sem tais clichês, um poema ter feito
É motivo de alegria, de contentamento
Virei poeta finalmente?Seria perfeito...
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