sábado, fevereiro 25, 2017

Doce Adeus

Se eu quero o que não tenho mais,
ou se foi apenas minha ideia do que eu queria ter,
ambos sentimentos não me fazem bem,
eu me sinto vazio, não tenho porquê.
Me sinto um copo cheio de dúvidas,
cheio de mente, cheio de alma,
mas vazio de substância,
vazio de vontade.
Minha vida não se resume a você,
nem a mim. Não mais.
Talvez se eu deixasse levar e ver no que dá.
Talvez se eu parasse tanto de pensar,
de procurar você e o sentimento que eu tinha contigo
em outras almas que não tem nada a ver com a história toda,
mas eu sinto que perdi parte de mim
e procuro essa parte em todo lugar,
em todo beco sem saída, eu paro e tento contemplar
minha parte de alma perdida.
Eu sinto tanto e não vejo nada.
Eu deixo você, hoje, em meu passado.
Deixo esse passado enterrado, sem flores, sem dor.
Talvez uma pequena pitada de rancor, de ódio,
mas nada que o tempo não apaga mais.
Não é sobre você, não mais.
É sobre mim e minha paz.
Sobre mim e meu espirito ferido querendo voar.
Sobre minha poesia querendo ser escrita novamente.
Sobre o que eu sou a partir de hoje.
E não sobre o que já foi, ou o que pode ser.
Eu me deixo levar por querer,
tento soprar ventos procurando prazer,
e aí sim vamos ver.
E aí sim...
eu não sei bem o quê.

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